03/09 - Sexta 19h

Resistências no Jazz: formas de protesto na música afro-americana e seus desdobramentos

Mesa formada por Ber Neves, Bernardo Oliveira e Lucas Oliveira. A música, como forma de expressão, além de ser fruto do que há de mais profundo em nosso ser, em nossa identidade, revela dinâmicas de nossa vida cotidiana e retrata contextos sociais em que estamos inseridxs.

A música, como forma de expressão, além de ser fruto do que há de mais profundo em nosso ser, em nossa identidade, revela dinâmicas de nossa vida cotidiana e retrata contextos sociais em que estamos inseridxs. Consequentemente, ela também acusa, denuncia, reivindica, ao falar de problemas estruturais em nossa sociedade que ferem a democracia e o direito à vida. É por isso que a música, como forma de resistência, há décadas tem assumido um importante papel nas lutas contra o racismo, a homofobia, o autoritarismo e as desigualdades sociais. Para discutir essas questões, no dia 3/9 a VII Mostra Jazz Campinas receberá Ber Neves, Bernardo Oliveira e Lucas Oliveira, que, fazendo um recorte em torno das musicalidades afro-americanas e do jazz, irão dividir conosco resultados de seus trabalhos de pesquisa e suas experiências de vida.

Ber Neves é cantore, pesquisadore e compositore, graduande em canto popular pela UNICAMP. Atua cantando na cena musical campineira desde 2015. No começo de sua carreira, passou pelo grupo de rock psicodélico Cores de Vênus; participou ativamente no grupo Batucada, em Americana/Sp. Ganhou prêmio de melhor intérprete no Festival da Canção de Nova Odessa, em 2018, com a canção “Noite Tranquila”, de Maurício de Carvalho Filho. Atualmente, conta com o show “Pitombeira”- tributo ao compositor Edu Lobo, com a parceria do pianista e produtor Rafael Montorfano (Chicão); pesquisa, também, as relações entre voz e gênero social associadas ao processamento digital de sinais, conjuntamente com o professor Dr. Jônatas Manzolli.

Bernardo Oliveira é Professor adjunto da Faculdade de Educação/UFRJ, pesquisador, produtor e crítico de música e cinema. É fundador e produtor do selo musical e coletivo QTV (https://qtvlabel.bandcamp.com) e curador do Festival Antimatéria. Co-produziu os filmes “Noite” (2015) e “Sutis Interferências” (2016), de Paula Maria Gáitan, e produziu “Un” (2020), de Sérgio Mekler. Faz parte do projeto Ciranda do Gatilho (2020, SESC-SP). Publicou em 2014 o livro “Tom Zé – Estudando o Samba” (Editora Cobogó) e prepara para 2021 “Deixa queimar — a música, a trajetória e o pensamento de Negro Leo” (Editora Numa).

Lucas de Oliveira é graduado e licenciado em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro(2019), na qual defendeu a monografia “Billie Holiday e o discurso da música negra estadunidense como resistência, entre o fim do século XIX e primeiras décadas do século XX.”. Vem se dedicando ao estudo da música negra nos EUA a partir do conceito de afrocentricidade. Atualmente é mestrando no Programa de Pós-graduação em Cultura e Territorialidades com o projeto de pesquisa intitulado “Ma Rainey, Bessie Smith e o Renascimento do Harlem: sexualidade, política e cultura negras nos EUA”.

Mediadora: Malu Arruda

Malu Arruda é doutora em Ciências Sociais, pesquisadora da Faculdade de Educação da Unicamp, tendo como foco a gestão cultural, as políticas culturais, a formação para a arte e a cultura, o trabalho artístico-cultural, as relações de trabalho e as relações de gênero no campo das artes e da cultura. Atuou na Diretoria de Cultura da Unicamp, de 2013 a 2018. Desde agosto de 2020 faz parte, como representante da sociedade civil, do Comitê de Acompanhamento, Controle e Fiscalização da Lei Aldir Blanc no município de Campinas – SP e, desde março de 2021, é representante suplente da cadeira de Entidades de Pesquisa no Conselho Municipal de Política Cultural de Campinas.