02/09 - Quinta 19h

Cultura em tempos pandêmicos: políticas e ações culturais durante a pandemia

A mesa formada por Ana Lúcia Pardo, Dani Scopin, Nina Vieira e Márcio Tavares, irá debater as táticas que o setor vem usando para que o campo da cultura sobreviva a esse momento e as perspectivas para a cultura pós-pandemia.

Há mais de um ano um vírus se abateu implacável sobre todo o mundo. O que no início parecia algo distante de nossa realidade, hoje já fez mais de 557 mil mortos só no Brasil. O mundo inteiro parou. Isolamento, distanciamento social, uso de máscara, foram algumas das medidas necessárias para tentarmos conter o novo coronavírus. As mais diversas atividades presenciais foram suspensas, entre elas, as atividades culturais. O campo da cultura foi o primeiro a ter de parar. E, sabendo também que, provavelmente, seria o último setor a voltar de forma presencial, seus profissionais tiveram que se reinventar diariamente para sobreviver em meio a esse caos. E sem apoio algum do atual “governo”, o setor cultural precisou se unir, dialogar e se articular como não o fazia há tempos. Por outro lado, a cultura, as artes, se mostraram fundamentais para que pudéssemos enfrentar esse momento tão duro, carregado de tristeza, miséria, luto e muita dor.

A mesa “Cultura em Tempos Pandêmicos: políticas e ações culturais durante a pandemia”, formada por Ana Lúcia Pardo, Dani Scopin, Nina Vieira e Márcio Tavares, irá debater as táticas que o setor vem usando para que o campo da cultura sobreviva a esse momento e as perspectivas para a cultura pós-pandemia.

Ana Lúcia Pardo (@analucia.pardo) é atriz, jornalista, gestora cultural. Pós-doutoranda, professora e bolsista da CAPES no Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades – PPCULT-UFF (2019), doutora no Programa de Políticas Públicas e Formação Humana pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2018), Mestre em Políticas Públicas e Formação Humana pela UERJ (2010). Também possui graduação em Comunicação Social pela Universidade Federal do Amazonas (1990) e é formada na Escola de Teatro Martins Pena – Rio de Janeiro (1993). É integrante da coordenação da Associação Brasileira de Gestão Cultural – ABGC. Professora de Artes Cênicas no Programa de Estudos Sociais e Culturais na Pós-Graduação em Produção Cultural na Universidade Cândido Mendes (2012/2017). Assumiu as funções de Ouvidora e de Chefe da Divisão de Políticas Culturais do Ministério da Cultura na Representação Regional RJ/ES; e teve importante atuação na Funarte, na Fundação Biblioteca Nacional, como assessora da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, e na elaboração do Plano Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. Além disso, também atuou como curadora e coordenadora de vários painéis internacionais, como “A Teatralidade do Humano” (2006/2007) “A Teatralidade do Humano II – Subjetividades e Políticas da Cena e do Mundo (2010); “Inter-Agir – Na Rua, Na Rede, Na Cena Contemporânea” (2012); “Espaços de Reencantamento, Afetos e Utopias de um novo Mundo” (2013/2014).

Dani Scopin é gestora e produtora cultural há 15 anos, pensadora e artista da cena. Gerenciou duas renomadas casas noturnas em Campinas (2006-2011), SP e atuou – tanto como produtora, quanto como artista – junto a grupos, coletivos e artistas de diversas linguagens. Há 6 anos aprofunda suas pesquisas em temas e questões relacionadas à Educação e Diversidade Cultural e há 4 anos atua como animadora cultural, técnica de referência em Dança e Diversidade Cultural. Entre essas e tantas outras coisas, é mãe do Moreno, de 6 anos e companheira do Mauro, ator, músico e professor. Formou-se bacharel em Dança na Universidade Estadual de Campinas em 2008.

Nina Vieira é artista visual, comunicadora e educadora. Co-fundadora do Manifesto Crespo, coletivo que dialoga sobre corpo e identidade por meio da educação. Pesquisa simbologias africanas e dos povos originários, desenvolvendo experimentos em estamparia, arte urbana e animação. Na Tsika Cultural, atua com direção de arte e gestão cultural.

Márcio Tavares é historiador e curador de arte. Graduado e mestre em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutorando em arte pela UnB. Foi diretor do Memorial do Rio Grande do Sul, do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul e fundador do projeto do Museu dos Direitos Humanos do Mercosul. Foi curador da 10a Bienal do Mercosul e curou exposições em vários dos mais importantes museus brasileiros. Coordenou a assessoria técnica da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados e atualmente é Secretário Nacional de Cultura do Partido dos Trabalhadores (PT).

Mediadora: Raabe Andrade

Graduada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (2018), pela qual também foi bolsista do PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) para desenvolver o projeto “O corpo em perspectiva: da antropometria à virada ontológica. Projeto este que resultou em sua monografia “Vinicius de Moraes com paixão: poesia, corpo, música e religião” – em que buscava analisar como se deu a apreensão da cultura afro-brasileira na vida e obra do poeta por meio da incorporação das tradições, da musicalidade e corporeidade baiana; como Vinicius de Moraes e, consequentemente, sua obra foram se aproximando deste imaginário cultural, a partir do significado do corpo nas teorias antropológica e fenomenológica. É produtora cultural, artística e executiva, com atuação mais constante na indústria musical, produzindo grandes nomes na música nacional e internacional, como Toninho Horta, Wagner Tiso, Federico Puppi, entre outros e outras. Dedica-se ao campo de estudos da música popular brasileira, com interface nas áreas da Teoria Antropológica; Corpo, Performances, Memória, Paisagens e Construção de Identidades. Integra o Grupo de Pesquisa “Artesanias, Paisagens Corporais e Culturas Populares” (CNPq/UFF) e é mestranda no PPCULT com o projeto intitulado “…e o coração lá: memória, identidade e territorialidade no Clube da Esquina”.