03/09 - Sexta 15h

Compondo Canção: A música que vem da palavra | com Daniel Conti

Neste workshop, Daniel Conti aborda a palavra como matéria prima para o desenvolvimento dos elementos rítmico-melódicos de uma canção. Através de ferramentas e exercícios, o artista propõe o método como uma forma eficiente de encontrar caminhos não usuais para a composição musical.

DANIEL CONTI é compositor, cantor, instrumentista e produtor musical. Se graduou em Violão Popular na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Cursou canto popular na Universidade Livre de Música (ULM, atual EMESP) e fez pós-graduação em Canção Popular pela Faculdade Santa Marcelina (SP). Foi finalista do Prêmio Profissionais da Música / Music Pro Award 2019 na categoria Autor. Lançou em 2016 seu primeiro álbum, “Estadia”, que recebeu menção honrosa no site Embrulhador e foi considerado um dos 100 melhores discos do ano pelo portal Tramp. Pesquisando sobre novas relações entre forma e conteúdo na canção popular, estreou no final de 2018 o projeto “Anticonstitucionalissimamentem”, projeto artístico de viés político e que propõe rupturas com os protocolos de uma apresentação musical comum. Como compositor, vem sendo gravado por novos nomes da música brasileira, como Alana Moraes, Paloma Carvalho e Ana Gilli. Como artista convidado, participou de trabalhos como o “Tributo Amor Maior – Antonio Marcos”, lançado virtualmente em 2013 pela Musicoteca, “A Árvore e o Vento” (2014), de Tarita de Souza, “Canto para Aldebarã” (2014), de Thamires Tannous,

“Ao Pé do Ouvido” (2016), de Zé Modesto, “Alkimia” (2017), do compositor e multi-instrumentista francês Pierre Stocker, “Ex Centrico” (2017), de Daniel Mã, “In Ventos Poéticos” (2019), de Rodrigo Bragança, “Igapó” (2020), de André Fernandes (2020), “O Que Não Vai Faltar é Abraço” (2020), de Marco Vilane, “Tanta Coisa” (2021) de Edson D ́Aísa, “A Caverna dos Sonhos Esquecidos” (2021), de Paulo Araújo. Lançou em 2017 pela Azul Music o projeto “Segue o Bloco”, um disco duplo de marchinhas carnavalescas inéditas juntamente com os compositores Demetrius Lulo e Rodrigo Panassolo. Participa ativamente do circuito de festivais de canção do país, com destaque para os seguintes prêmios: 3o lugar no Festival Canto da Lagoa em Encantado/RS (2020), com Apnéia (parceria com Bruno Kohl), 3o lugar no Festival da Natureza (2021) de Três Rios/PJ, 1o lugar no festival Nova Canção de Nova Odessa (2018), 3o lugar no Canto Aberto, de Três Pontas/MG (2018), 3o lugar no Festival da Canção de Itanhandu/MG (2018) e 1o lugar e melhor composição Festival de MPB de Indaiatuba (2016) com “Dolinha de 20” (parceria com Alexandre Lemos); 3o. Lugar no Festival Universitário da Canção (FUC), Ponta Grossa/PR (2018) com SuiCéuDio” (parceria com Gregory Haertel); melhor cantor no Prêmio Lollo Terra, em São Miguel Arcanjo /SP (2018) com “Crio” (parceria com Bruno Kohl); e prêmio de Melhor Instrumentista no Botucanto (Botucatu, 2014). Como produtor e diretor musical, assina “Nem tudo que se vê é norma” (2018), primeiro disco solo do cantor e compositor Edson Penha (do grupo Nhambuzin), o show “Passo” (2019), da cantora, compositora e pianista Aline Rissuto, o single “Hora Sangrada” (2020) da cantora Selma Fernands, e as trilhas sonoras dos espetáculos de dança “Intrapelícula” (2018), do Coletivo Elástica, “Sede” (2021), de Gabriela Alcofra, e “Breve” (2021), de Tatiana Guimarães. Em 2020, durante o isolamento, vem trabalhando no experimento [confina], um projeto de videocanções feitas para se ver e ouvir apenas no instagram. As músicas duram até 60 segundos e são circulares, para que sejam executadas repetidamente pelo player do aplicativo e, assim, não acabem “nunca” [2], confinadas em sua forma do mesmo jeito que, ironicamente, estamos dentro de nossos espaços físicos. Uma das videocanções, “Cada Qual”, foi adaptada para um trabalho de videodança que foi posteriormente selecionado para a Numeridanse – mostra de vídeos do Centro de Vídeo Dança de Bourgogne e para um projeto produzido pelo coletivo de arte Guerrilla Girls, ambos na França.